HISTÓRICO DO HINO DA INDEPENDÊNCIA

 

EVARISTO DA VEIGA
Quem o compôs foi o fluminense Evaristo Ferreira da Veiga e Barros (*1799-1837), que era livreiro, jornalista, político e poeta. Com a fundação da Academia Brasileira de Letras, em 1896, Evaristo da Veiga tornou-se o patrono da sua cadeira de número 10.

A maior parte da composição que se inicia com os versos "Já podeis da pátria filhos" é anterior ao grito do Ipiranga e data de agosto de 1822. Favorável à independência, Evaristo da Veiga escreveu o poema que intitulou "Hino Constitucional Brasiliense" e o fez publicar.

O poema agradou o público da Corte, o Rio de Janeiro, e foi musicada pelo então famoso maestro Marcos Antônio da Fonseca Portugal (1760-1830), que havia sido professor de música do jovem príncipe Dom Pedro - imperador Pedro I, após a proclamação da Independência.

Sendo um amante das artes musicais, Dom Pedro , em 1824, afeiçoou-se pelos versos de Evaristo da Veiga e resolveu compor ele mesmo uma música para o poema, criando assim aquele que se tornaria o Hino da Independência . Não se sabe ao certo a data em que foi composta, mas a melodia de Dom Pedro passou a substituir a de Marcos Portugal , oficialmente, em 1824.

 

 

 

D. PEDRO COMPONDO O HINO

A participação do imperador foi tão valorizada que, durante quase uma década, não só a autoria da música, mas também a da letra lhe foi atribuída. Evaristo da Veiga precisou reivindicar os seus direitos, comprovando ser o autor dos versos em 1833. Seus originais se encontram hoje na seção de manuscritos da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro.

Com a abdicação de Dom Pedro I , a Regência, o Segundo Reinado e - principalmente - a proclamação da República, o Hino da Independência foi sendo gradativamente deixado de lado. Somente em 1922, quando do centenário da Independência, ele voltou a ser executado. No entanto, na ocasião, a música de dom Pedro foi posta de lado, sendo substituída pela melodia do maestro Portugal.

Foi durante a Era Vargas (1930-1945), que Gustavo Capanema , então ministro da Educação e da Saúde, nomeou uma comissão para estabelecer definitivamente os hinos brasileiros de acordo com seus originais. Essa comissão, integrada entre outros pelo maestro Heitor Villa-Lobos , houve por bem restabelecer como melodia oficial aquela composta por Dom Pedro I .

( Extraído do texto de autoria de Miranda Neto no Portal Itape Digital )

 

 

 

 

LETRA DO HINO DA INDEPENDÊNCIA
 
VERSÃO ANTIGA DO HINO DA INDEPENDÊNCIA
 
     

Já podeis da Pátria filhos,  Ver contente a mãe gentil;

Já raiou a liberdade

No horizonte do Brasil

Já raiou a liberdade,  Já raiou a liberdade

No horizonte do Brasil.

Brava gente brasileira!  Longe vá temor servil

Ou ficar a Pátria livre  Ou morrer pelo Brasil;

Ou ficar a Pátria livre,  Ou morrer pelo Brasil.

Os grilhões que nos forjava

Da perfídia astuto ardil,

Houver mão mais poderosa,

Zombou deles o Brasil;

Houver mão mais poderosa,  Houver mão mais poderosa

Zombou deles o Brasil.

Brava gente brasileira!  Longe vá temor servil

Ou ficar a Pátria livre  Ou morrer pelo Brasil;

Ou ficar a Pátria livre,  Ou morrer pelo Brasil.

Não temais ímpias falanges

Que apresentam face hostil;

Vossos peitos, vossos braços

São muralhas do Brasil;

Vossos peitos, vossos braços,  Vossos peitos, vossos braços

São muralhas do Brasil.

Brava gente brasileira!

Brava gente brasileira!  Longe vá temor servil

Ou ficar a Pátria livre  Ou morrer pelo Brasil;

Ou ficar a Pátria livre,  Ou morrer pelo Brasil.

Parabéns, ó brasileiros!

Já, com garbo varonil.

Do universo entre as nações

Resplandece a do Brasil;

Do universo entre as nações,  Do universo entre as nações

Resplandece a do Brasil.

Brava gente brasileira!  Longe vá temor servil

Ou ficar a Pátria livre  Ou morrer pelo Brasil;

Ou ficar a Pátria livre,  Ou morrer pelo Brasil.

VERSÃO CANTADA
 
MELODIA DO HINO DA INDEPENDÊNCIA